GOSTARÍAMOS DE INFORMAR QUE JÁ TEMOS O GANHADOR DO TABLET NA COBERTURA DO VESTIBULAR UFSM 2012. LEMBRANDO QUE TIVEMOS O PATROCÍNIO DAS EMPRESAS Cfc Via Centro e da Fisk centro de ensino.
A ganhadora do Tablet com 46 votos foi a Flaviana Souza .
Em segundo lugar ficou a Vanessa Barbieri com 12 votos, pelo esforço da Vanessa nós iremos presenteá-la com 01 Câmera Fotográfica de 12 Mega Pixels.
Em terceira lugar ficou a Izabela com apenas 1 ponto e os demais não marcaram pontos.
ENTÃO:
1° LUGAR: FLAVIANA SOUZA / 1 TABLET
2° LUGAR: VANESSA BARBIERI / 1 CÂMERA FOTOGRÁFICA
Quando um sonoro “eu te amo” vem em nossa direção, pronunciado por alguém especial, não há como fugir. Acaba a briga, acaba o tédio, começa o amor. Imagine então se a frase vier acompanhada de uma canção clássica, daquelas que é impossível não cantarolar junto? Uma situação tão perfeita que parece saída de um filme. E saiu.
E mais: saiu de um filme onde o amor é imperfeito.
Nos início dos anos 90, Woody Allen havia presenteado seus fãs com produções como Poderosa Afrodite e Tiros na Broadway, bem ao gosto do paranóico diretor. Mas em 1995, Allen mostra mais uma vez seu poder de surpreender o público e lança um musical. A ideia inicial de Todos dizem eu te amo não nasceu com a intenção de ser um integrante do gênero mais empolgante de Hollywood. Allen afirmou em várias entrevistas que não fez um musical, mas um filme onde as pessoas cantam o que estão sentindo.
Tanto isso é verdade que o diretor não se importou de chamar para integrar o elenco atores com dotes vocais. Fez mais ainda: pediu que Goldie Hawn, que já soltou seu vozeirão nas telas várias vezes, para dar uma piorada em seu canto, já que seu intuito era mostrar pessoas comuns exercitando o dó-ré-mi em nome do amor.
Ah, o amor! O filme de Woody Allen não fala de outra coisa a não ser a maluca montanha-russa que é a vida amorosa dos mortais. Narrado pela jovem DJ, uma espirituosa adolescente de Nova York, Todos dizem eu te amo nos apresenta uma série de personagens excêntricos, no melhor estilo alleniano. Permeando os encontros e desencontros românticos dos personagens estão piadas certeiras, como a rixa entre o pai democrata e o filho republicano e a homenagem aos irmãos Marx durante a festa de Natal.
Mais um detalhe que faz Todos dizem eu te amo ser único são as canções. Ao invés de seguir a tradição e chamar renomados compositores para compor as músicas, Allen preferiu selecionar o que houve de melhor no cancioneiro americano nas décadas de 20, 30 3 40, incluindo uma versão juvenil de Chiquita Bacana. A intenção de Allen foi vitoriosa, já que é impossível não se encantar com os números musicais do filme, no melhor estilo de “já pensou se fosse assim?”. Afinal, quem aqui nunca pensou em usar uma canção para descrever um momento? Ou simplesmente cantarolar de felicidade no meio da rua?
Ah, o amor. Woody Allen fala dele como poucos. E acerta na mosca ao mostrar que mesmo que a vida fosse um musical, nem sempre o príncipe encantado seria feliz para sempre. Todos dizem eu te amo, mas não todos os dias.
Todos dizem eu te amo (Everyone says I Love you)
Ano: 1995
Direção: Woody Allen
Disponível em DVD